Da demanda de dados ao resultado de negócio
A proposta de um agente de intake que recebe solicitações em linguagem natural, qualifica requisitos, consulta OKRs, registra a demanda no Jira e coordena o encaminhamento por uma fila central de triagem com aprovação humana. O objetivo é organizar a entrada de pedidos de dados, reduzir a perda de contexto e criar rastreabilidade entre necessidade empresarial, decisão de priorização, execução técnica e resultado esperado.
Nota de honestidade: este documento é um blueprint de referência — um projeto proposto, ainda não implantado. Nenhuma conexão Atlassian, configuração de projeto ou criação de issue foi executada. Os ganhos abaixo são hipóteses a medir no piloto, não resultados já comprovados.
Uma porta única para demandas de dados
Quatro benefícios de desenho guiam a solução:
- Entrada centralizada — solicitações padronizadas em uma fila de intake.
- Qualificação inteligente — perguntas objetivas para eliminar lacunas de escopo.
- Roteamento governado — time sugerido pelo agente, aprovado pelo triador.
- Rastreabilidade de valor — ligação explícita com um Key Result ou justificativa operacional.
Decisão de desenho fundamental: o agente não envia diretamente tarefas aos times executores. Toda solicitação nasce numa fila central, passa por validação e, só depois, é encaminhada ao projeto responsável.
Jornada de ponta a ponta
O fluxo tem cinco macroetapas com pontos de controle explícitos:
- Solicitação — o usuário descreve problema, objetivo, impacto e prazo em linguagem natural.
- Agente inteligente — qualifica, classifica, consulta OKRs e identifica informações faltantes.
- Fila Jira — verifica duplicidades e cria uma issue central com campos padronizados, após autorização.
- Triagem humana — o responsável valida prioridade, ownership, escopo, dependências e KR.
- Execução e impacto — a issue é vinculada ao time; a entrega é validada e o resultado acompanhado.
Três gates controlam a passagem entre etapas:
- Gate A — Pronto para registrar: problema, solicitante e contexto suficientes; duplicidade analisada; aprovação para criação.
- Gate B — Pronto para encaminhar: o triador confirma time, prioridade, dependências, escopo e critérios de aceite.
- Gate C — Pronto para encerrar: entrega técnica evidenciada, solicitante informado e impacto medido ou agendado.
Modelo operacional
Workflow recomendado: New → Needs Info → Ready for Triage → Approved/Rejected → Routed → Closed.
- New — demanda registrada na fila central.
- Needs Info — aguardando complementação do solicitante.
- Ready for Triage — requisitos mínimos atendidos; análise do triador.
- Approved / Rejected — decisão documentada e comunicada.
- Routed — issue de execução criada ou vinculada.
- Closed — conclusão validada, incluindo o motivo do encerramento.
Responsabilidades principais:
| Papel | Responsabilidade |
|---|---|
| Solicitante | Problema, contexto, impacto e aceite de negócio. |
| Agente | Qualificação, enriquecimento, sugestões e registro autorizado. |
| Triador | Prioridade, time, escopo, aprovação e decisão de encaminhamento. |
| Tech Lead | Viabilidade, esforço, dependências e compromisso de execução. |
| Time executor | Implementação, testes, evidências e atualização de status. |
| Owner do OKR | Validação da contribuição ao KR e avaliação do resultado. |
Em solicitações multiequipe, manter um owner principal e registrar as demais áreas como dependências.
Integração com o Jira
A configuração é uma sugestão para o MVP — os nomes finais, IDs de campos, permissões, projetos e transições devem ser descobertos no workspace Atlassian do cliente antes da ativação.
| Componente | Configuração proposta | Validação necessária |
|---|---|---|
| Projeto central | DATAREQ (sugestão) |
Verificar existência e permissão de criação. |
| Issue type | Data Request; fallback Task | Confirmar tipos habilitados no projeto. |
| Summary | Verbo + objeto + contexto | Convenção de nomenclatura. |
| Description | Problema, objetivo, escopo, dados e critérios | Template e formato suportado. |
| Team / Component | Equipe sugerida e equipe aprovada | Mapeamento real de ownership. |
| OKR / KR | ID oficial + justificativa do vínculo | Fonte de verdade e tipo de campo. |
| Priority / Due date | Recomendação com validação humana | Política e SLA do cliente. |
| Links | Issue de execução, dependências e duplicatas | Tipos de relacionamento habilitados. |
| Request ID | Identificador único de intake | Chave de idempotência para evitar duplicações. |
| Audit trail | Solicitante, decisão, datas e alterações | Política de retenção e privacidade. |
Segurança de integração: usar identidade técnica autorizada, permissões mínimas, segredos em cofre, validação de payload e logs sem dados sensíveis. Nunca registrar sucesso antes de receber a chave e a URL da issue criada.
Matriz de roteamento por time
| Natureza da demanda | Equipe sugerida | Critério de responsabilidade |
|---|---|---|
| Ingestão, APIs, CDC, pipelines | Data Engineering | Captura, transporte e disponibilidade de dados. |
| dbt, marts, métricas, transformação | Analytics Engineering | Modelagem, padronização e camada semântica. |
| GA4, GTM, tracking, consentimento | Digital Analytics | Instrumentação e qualidade da medição digital. |
| Dashboards, relatórios e análises | BI / Data Analytics | Informação analítica para tomada de decisão. |
| Catálogo, contratos, qualidade | Data Governance / AE | Definições, políticas e confiabilidade. |
| LLMs, agentes e automação | AI Engineering | Soluções inteligentes e processos automatizados. |
A matriz é uma hipótese inicial de roteamento, não o organograma confirmado da empresa. Projetos, componentes, líderes e regras de exceção serão preenchidos na descoberta.
Conexão com OKRs e Key Results
A cadeia de valor segue: Objective → Key Result → Data Request → Execution Issue.
O agente consulta a fonte oficial e apresenta KRs candidatos com justificativa. O triador ou owner confirma o vínculo. Na ausência de correspondência, a demanda permanece como operacional sem KR direto ou pendente de alinhamento.
Regras do vínculo:
- Não inferir ou inventar identificadores oficiais.
- Registrar contribuição esperada, não apenas uma referência ao KR.
- Não confundir entrega do dashboard com resultado no indicador.
- Validar períodos, owners e atualidade dos objetivos.
Exemplo: um dashboard pode apoiar decisões para elevar conversão, mas a entrega do dashboard não prova aumento de conversão — a contribuição deve ser medida separadamente.
Regras e governança
Antes da criação:
- R01. Exigir solicitante e descrição clara.
- R02. Buscar possíveis duplicidades.
- R03. Consultar projetos, times e KRs reais.
- R04. Exibir prévia e obter aprovação para publicar.
- R05. Registrar inicialmente somente na fila central.
Após a criação:
- R06. Não atribuir engenheiro sem confirmação.
- R07. Encaminhar somente após decisão do triador.
- R08. Preservar vínculo entre intake, execução e KR.
- R09. Minimizar dados sensíveis e segredos.
- R10. Confirmar issue key/URL; tratar retries sem duplicar.
Priorização: usar valor de negócio, urgência, redução de risco e esforço estimado. Pontuação sugerida não substitui decisão de backlog.
Tratamento de exceções: sem KR, sem owner, solicitação duplicada ou dado sensível → suspender a automação da etapa e encaminhar para revisão.
Auditoria: manter histórico de classificação, justificativa, aprovador, datas, IDs e resultados das chamadas à integração.
Exemplo de solicitação
Uma necessidade típica ilustra como o card de intake é montado: "Precisamos analisar a conversão do funil de aquisição por canal, integrando dados do GA4 e do CRM, para identificar perdas e orientar investimentos de marketing."
A estrutura do card de intake (sempre como Rascunho / Não publicado até aprovação):
- Tipo: Data Request
- Projeto: DATAREQ (proposto)
- Solicitante / área: pendente de confirmação
- Problema e resultado esperado: descrição da necessidade
- Classificação sugerida: categoria (a confirmar)
- OKR / Key Result: pendente de consulta e validação
- Critérios iniciais de aceite: confirmar escopo e stakeholders; identificar fontes e permissões; definir regras e métricas; validar entrega com o solicitante
- Pendências: buscar issues similares; validar KR e contribuição esperada; confirmar time, prioridade e esforço; obter aprovação para publicar
O card final precisa de qualificação e validação humana — nunca é publicado automaticamente.
Plano de implantação
Quatro fases, sujeitas à disponibilidade de responsáveis, licenças, permissões e qualidade das fontes oficiais.
- Fase 1 · Discovery — mapear o ambiente: projetos Jira, workflows, campos, equipes, fonte de OKRs, políticas e stakeholders. Saída: inventário validado.
- Fase 2 · Configuration — preparar o intake: projeto central, templates, campos, permissões, matriz de roteamento e gates. Saída: ambiente configurado.
- Fase 3 · Pilot — executar com supervisão: casos reais controlados, busca de duplicatas, sugestões de KR, aprovação e issue vinculada. Saída: piloto avaliado.
- Fase 4 · Rollout — escalar e medir: ampliar equipes, acompanhar KPIs, ajustar regras e estabelecer operação contínua. Saída: operação assistida.
Indicadores do piloto: tempo de triagem (criação até decisão), completude do intake (% com campos mínimos), precisão do roteamento (% de sugestões aceitas) e rastreabilidade (% de issues com vínculo e decisão registrados).
Critérios de aceite (prontidão)
Checklist de prontidão para o cliente:
- Conector Atlassian autenticado com permissões mínimas.
- Projeto de triagem e issue type validados.
- Campos e workflow conferidos no Jira.
- Matriz de times aprovada pelos responsáveis.
- Fonte oficial dos OKRs identificada.
- Regras de classificação e exceção testadas.
- Busca de duplicidade e idempotência testadas.
- Aprovação humana exigida antes da publicação.
- Vínculos intake → execução → KR validados.
- Métricas e responsáveis do piloto definidos.
Condição atual: este documento é um blueprint de implementação. Nenhuma conexão Atlassian, configuração de projeto ou criação de issue foi executada.